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Na pessoa física, a taxa chegou a 5,37%, enquanto na pessoa jurídica, a 2,84%. Nos últimos 12 meses, a inadimplência total subiu 0,94 ponto percentual.
Dos 27 estados, 23 registram inadimplência acima da média nacional. Maranhão lidera o ranking, com 8,59%, seguido por Tocantins (8,03%) e Acre (6,99%).
Na outra ponta, Distrito Federal (3,29%), Santa Catarina (3,72%) e São Paulo (3,84%) apresentam as menores taxas do País.
Fonte: Banco Central do Brasil (2026).
Oito estados atingiram em abril o maior patamar de inadimplência de toda a série: Acre, Goiás, Rondônia, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.
A diversidade regional chama atenção — estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul figuram nessa lista, o que sugere um fenômeno nacional e não restrito a uma região específica.
O aperto monetário, com a Selic em patamar elevado, aliado ao aumento do endividamento das famílias, pressiona a capacidade de pagamento em todo o país.
É um sinal de alerta para o sistema financeiro e para a política de crédito.
O novo Desenrola, programa federal de renegociação de dívidas, surge como uma tentativa de reverter esse cenário.
O programa ainda deve gerar resultados nos próximos meses, à medida que os acordos firmados se convertam em pagamentos efetivos e reduzam o estoque de operações em atraso. Será um termômetro importante para avaliar se o país consegue frear essa escalada da inadimplência.