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As despesas com água comprometem entre 3% e 5% do orçamento das famílias que vivem com um salário mínimo, segundo cálculo do conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Thiago Holanda. Já um estudo do Instituto Trata Brasil, de 2021, aponta que as famílias mais pobres destinam, em média, 3,7% da renda ao pagamento da conta de água.
"É um custo muito importante para uma família, principalmente porque é um gasto que você não consegue simplesmente não ter. É um reajuste mais elevado do que se estava esperando, e acaba afetando o bolso das famílias mais vulneráveis", afirma.
Questionada sobre quantas pessoas serão impactadas pelo reajuste no Ceará, a Cagece não informou.
Reajuste também impacta o preço de alimentos e serviços
Thiago aponta que outros estados brasileiros também registraram reajustes acima do esperado. Como a água é um bem utilizado por toda a cadeia produtiva, o reajuste deve influenciar também no aumento de preços de alimentos e serviços .
"Alguns alimentos estão baixando de preço, mas a média geral da cesta de alimentos é um pouco maior. Juntando isso com o aumento da água, a gente pode ver uma corrosão do poder de compra das famílias. O salário vai ser um pouco mais restrito", avalia.
Quanto a conta de água fica mais cara para o consumidor?
O valor médio dos serviços de água e esgoto passa de R$ 6,29 para R$ 6,90 por metro cúbico - equivalente a mil litros. O aumento na conta de água das famílias com consumo mínimo será de pelo menos R$ 9,15, calcula Thiago Holanda, conselheiro do Corecon.
Para um consumo básico de 15 m³, a fatura passará de R$ 94,35 para R$ 103,50.
O especialista ressalta que o consumo varia a depender da localidade e do número de moradores. Também é preciso considerar o valor destinado ao tratamento de esgoto e eventuais taxas.
ARRECADAÇÃO DA CAGECE DEVE AUMENTAR EM R$ 240 MILHÕES
A revisão extraordinária vale para todas as categorias de consumo dos municípios atendidos pela Cagece. Uma nova tarifa foi aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) na última quinta-feira (2).
Segundo a companhia, a arrecadação anual deve crescer em cerca de R$ 240 milhões . “Os recursos serão necessários para promover o equilíbrio econômico-financeiro da companhia e garantir tanto a prestação de serviços de forma eficiente”, aponta.
O montante também deve viabilizar a universalização dos serviços de esgoto e a melhoria da eficiência operacional, atendendo ao Marco Legal do Saneamento.
“O cálculo da revisão tarifária é realizado em conformidade com a Resolução nº 274, de 24 de julho de 2020, da ARCE, que considera um reequilíbrio do modelo econômico-financeiro baseado em configurações relacionadas a investimentos, custos e despesas operacionais necessárias para a boa prestação dos serviços”, diz a Cagece.
Em 2024, uma revisão extraordinária aprovada foi de 8% . Já em 2023, houve aumento de 14,39% do valor médio do serviço de água e esgoto no Ceará.